Faz quase dez anos, acho que em 2010, fui pela primeira vez a uma festa do Vinho e da Alcachofra em São Roque. Lá eu soube que tinha essa tal “Estrada do Vinho” ou “Roteiro do Vinho”. Os produtores locais estavam mais organizados e criaram a atração turística. Em 2013 lembrei do tal passeio e sugeri aos meus pais um domingo diferente. Lá fomos, com a cara e coragem.
Paisagens lindas, estrada estreita mas em bom estado, cheiro de mato, rota bem organizada, sinalizada e com muitos lugares legais. Percebemos que não dava para conhecer tudo de uma vez só. Desde então vamos pelo menos umas duas vezes por ano. Atualmente anda muito mais movimentada, tornando os lugares mais famosos como a Vinícola Góes e a Quinta do Olivardo lotados de gente, tirando um pouco do sossego que conhecemos em 2013. Mas há muitos locais pequenos e charmosos para quem quer apreciar a paisagem com um pouco mais de paz e silêncio.
Nesta sugestão de roteiro estão locais badalados intercalados com lugares menos conhecidos mas que valem a pena conhecer. Importante frisar que num passeio desses é bom ter um roteiro, mas é melhor ainda descobrir aquele lugarzinho que nem está no mapa ainda. Portanto, esteja aberto e pronto para sair do roteiro proposto. Pode ser que valha a pena.



Muitos produtos à base de alcachofra (incluindo congelados); fica em meio a uma plantação de alcachofras.

Além do almoço (com belas massas artesanais), tem paisagem bonita, lojinha de doces premiados, onde também é possível comprar as massas, molhos e antepastos para levar para casa. A conserva de berinjela é MARAVILHOSA.
Fica bem em frente à Tia Lina, dá para dar um pulo rápido para degustar.



Esse é um daqueles cantinhos menos conhecidos e menorzinhos. Na realidade, é um restaurante que, quando fomos (não para almoçar), encontramos uma mesa com produtos mineiros e, o mais interessante: vinhos Kosher. Mas só incluí aqui mesmo porque na parte de trás do restaurante tem uma vista maravilhosa da mata! De verdade! Vale a pena parar ali por uns 20 minutos só pra espiar a vista e, quem sabe, comprar um queijinho minierin.

Lá é grande, cheio de gente, está parecendo mais com um parque de diversões com arvorismo, pedalinhos e cia. MAS, no meu aniversário foi um dos mais belos por de sol que já vi, comendo rabanada com sorvete e calda de vinho do porto. Com um cafezinho para acompanhar. Não foi barato mas foi mágico! Se a fome apertar, tem lanches de alheira, por exemplo. Ah! E parece que a cada 20 minutos sai pastel de belém – eles têm uma linha de produção numa vitrine para que todos possam ver! E tem café no fogão à lenha. Aquelas coisas gostosas…
Quem quiser, pode ficar pra jantar: ficam abertos até as 22h00. Ótima comida portuguesa!
Restaurante $$$
Bem, é isso. Em breve vou colocar umas fotos por aqui, para ilustrar. Estas, com certeza não são as únicas atrações, mas é uma seleção do que dá para fazer durante um dia por lá. No site oficial do Roteiro do Vinho tem muitos outros lugares, com direito a mapa em PDF e tudo! Lá também tem mais detalhes sobre os lugares que citei neste roteiro.
Se o grupo for maior, antes de tudo e na minha opinião, o ideal seria contratar uma van pra levar a galera por alguns bons motivos:
Eu, na realidade, nunca fui de van porque na maioria das vezes fomos apenas eu e meus pais. Só percebi que seria legal a coisa da van quando decidi comemorar meu aniversário por lá, no início do ano, com meus amigos – em quatro carros. Gastamos muito tempo nos perdendo uns dos outros…
Por falar no meu aniversário, esse roteiro foi baseado neste passeio que fiz em abril. Aqui está um pouco diferente porque no meu aniversário decidimos começar o dia um pouco mais tarde e aqui a ideia é aproveitar ao máximo.
Você conhecerá muitos lugares legais que vendem muitas coisas gostosas e nem sempre serão vinhos e sucos. Algumas precisam se manter geladas: fundos de alcachofra congeladas, certos tipos de queijo, massas frescas e até peixes congelados. Não custa deixar uma bolsa térmica no carro. Vai que você encontra aquele produto difícil de achar no mercado, né?
É possível que você queira comprar coisas de produtores pequenos que não tenham maquininha de cartões
Celular e internet na região costumam ter péssimo sinal. Se você precisa ficar online o tempo todo, é bom que avise seus clientes ou empregadores de que poderá estar off em alguns momentos durante o dia.
]]>Sobre essa publicação
CRIEI essa publicação especificamente para servir como um guia de um passeio que estou organizando para o dia 19 de dezembro de 2017. Os amigos do meu pai, do grupo ViVer*, pediram que eu ajudasse a montar um roteiro para conhecer outras coisas legais que têm por lá além da Vinícola Góes e Quinta do Olivardo. Por que pediram pra mim? Simplesmente porque adoro fuçar lugares legais por lá!
***ATENÇÃO PARA ATUALIZAÇÃO NO FINAL DESTA PUBLICAÇÃO***

Fui ajudar meu pai com as compras pra casa e já tinha passado a hora do almoço quando saímos do WalMart Osasco. Vi um restaurante japonês com uma promoção interessante. Pelos preços eu já não esperava muito. E, na realidade, nem sou tão exigente assim (exigência com comida japonesa está diretamente relacionada a $$$ e atualmente estou mais para -$). Apenas espero ingredientes frescos e torço para que o arroz esteja com o tempero certo no sushi.
Escolhi um negócio que eles chamam de “rodízio executivo”. Na verdade é um combinado com tudo o que se serve em rodízios, só que não se pode pedir repeteco. Meu lado marketeira entende que o nome é como o público na região entenderia melhor o serviço. Por isso – e pelo preço ser R$ 29,90 – eu tinha certeza de que era só pra matar saudades de algo parecido com comida japonesa. Meu pai escolheu só o Yakissoba.
Achei importante explicar esses detalhes todos, porque parece inexplicável eu parar numa dessas. No geral, o de hoje é muito melhor que Gendai (que pra mim é menos japonês que meu vizinho filho de alemães). Também melhor do que outra rede famosa e que nem é tão barata, acho que se chama Temakeria ou algo assim. Comi lá há duas semanas com o meu pai (também numa situação dessas de “ficou tarde e agora o que comer?”) e essa sim foi a pior experiência da minha vida. Mesmo. Pra amenizar essa, os garçons foram legais. Esse ruim fica perto do Kalunga do Shopping Eldorado.
Não é um lugar fantástico, mas dá pra arriscar comer algo japonês por um valor mais acessível e ter uma lembrança do gosto certo. Um cheiro. Recomendo o shimeji e dá para encarar o temaki. Também acho que é fácil de agradar brasileiros e japoneses menos puristas. Japas das antigas não vão gostar.
É um lugar legal porque nem é tão caro – tem uma opção de Yakissoba no almoço por R$ 14,90 e o rodízio de mentira por R$ 29,90. Um rodízio bom deve custar hoje entre R$ 50,00 e R$ 70,00. Se você não for exigente ou não gostar de restaurantes mais tradicionais, vai gostar desse.
Talvez volte pelo shimeji ou pelo yakissoba.
Kyo – restaurante japonês com preços razoáveis
Onde: Av. dos Autonomistas, 1828 – Osasco (dentro do Walmart, em frente aos caixas)
12h00 às 22h00
Minha avaliação: dá pra matar saudade de comer comida japonesa, mas bem de longe.
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No dia 25/11/2017 meus pais almoçaram lá. Eu não estava presente, então a seguir são opiniões dos meus pais sobre o que comeram. Meu pai pediu um Yakisoba e minha mãe um Teppan de salmão. Ela disse que de teppan não tinha nada. Veio uma “cama” de repolho COZIDO (?!) com o salmão grelhado com um tempero mais ou menos. Segundo ela, nada japonês. Isso me fez lembrar do missoshiro deles….
O Yakisoba, minha mãe disse que parecia uma lavagem, aguado – para quem não sabe, o certo é que o molho seja mais para cremoso. Se estiver aguado como uma sopa de caldo ralo já está bem errado. E veio poucos vegetais, muito repolho e um nadinha de cenoura.
Para finalizar, mesmo sem que tenham comido sushis ou sashimis, a comida fez mal. Portanto, vá por sua conta e risco! Eu não tive dor de barriga, mas posso ter tido sorte, não sei… Enfim!
Se você for lá e encontrar essa publicação, coloque nos comentários a sua impressão.
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Faz muito, mas muito tempo mesmo que tenho vontade de criar um blog só pra falar dos lugares legais que conheço. Adoro passear e descobrir lugares diferentes, em especial – mas não apenas – cafeterias e restaurantes. Mas foi essa cafeteria, Brigadeiro da Villa, que me botou comichão na mão pra tirar a ideia da cachola e ir pra cima na rede!
É importante frisar que não sou louca por brigadeiros. Na realidade, como profissional de marketing, entendo o potencial da ideia “brigaderia”. Pessoalmente, considerando minha relação com brigadeiros, acho uma bobagem e um absurdo pagar R$ 6,00, R$ 8,00 por um docinho desses.
Adoro passear, mesmo em tempos de aperto. Ultimamente ando num tempo assim e só fui conhecer a Brigadeiro da Villa graças a essa reunião que tive, para falar de negócios que nada tinham com “brigadeiros”. O negócio, acabou não rolando. Mas a reunião foi muito agradável e o lugar, com certeza, contribuiu muito para isso.
Cheguei por lá numa terça, 25/04, perto da hora do almoço. Já gostei porque tem espaço na frente para estacionar, apesar de pequeno, vagas apertadas, logo após uma curva – que me fez manobrar o carro com o coração na mão. Fica num micro conjunto de comércio, formado por três pequenas lojas: primeiro a brigaderia, ao lado uma loja onde parece ter sido uma “rotisserie” e por fim uma loja de cervejas (que sinto não ter dado uma espiada antes de ir embora). O local é bem escondido. Sua rua, (Cristóvão de Burgos) é um pequeno acesso saindo da rua Paulistânia para quem quer atravessar a Heitor Penteado. Como o espaço fica à esquerda, numa curva misturada com uma descida, acho que se não for por indicação ou por estar à pé por ali, passa-se reto sem perceber o local. Os carros na frente também ocultam sua fachada, basicamente de madeira clara e vidro, com a porta sempre fechada e plaquinha indicando se o estabelecimento está aberto.
Voltando ao dia da reunião. Eu estava desesperada porque atrasei horrores graças ao mundo que caiu e me prendeu no trânsito. No caminho, tentei contato, a ligação começou, caiu na metade e não consegui mais falar com ela. Chegando lá, entrei com cara de desespero na lojinha, minúscula. Algumas pessoas estavam sentadas na segunda de quatro mesas em fila, que quase formavam um corredor com o balcão à esquerda, mas largo o suficiente para duas mesas altas, redondas, dessas de tomar café em pé. Uma mulher que estava em pé junto daquelas pessoas disse o “pois não?”. Olhei para o espaço, não vi a pessoa que deveria encontrar e perguntei se havia mais mesas em outra parte. Disse que eu teria uma reunião ali e antes que eu terminasse, a mulher arregalou os olhos e perguntou “Você vai precisar de muitas cadeiras? Porque só temos essas…. vem muita gente?”. Dei risada e expliquei o desencontro. Ela riu também, comentou que ninguém havia passado um bom tempo lá esperando. Fiquei preocupada, meio sem saber o que fazer. Será que eu tinha ido para o lugar errado? Ligava, chamava e caía. WhatsApp saía do meu celular mas não chegava no dela. Perguntei se havia wi-fi e se poderia utilizar. “Claro! Pago por mês, por que não compartilhar?” disse simpática. Passou a senha, fácil de digitar. Não passo aqui porque o wi-fi não é meu. Consegui falar com meu contato pela mensagem do Facebook! Em minutos ela estava lá para conversarmos.
Eu, bem mais tranquila, comecei a observar o espaço. Era uma cafeteria e não apenas uma “brigaderia”. Quase todo o cardápio escrito numa lousa numa parte bem alta da parede, sobre a máquina de espresso do outro lado do balcão. O balcão seguia o estilo da fachada, de madeira com vitrines baixas por toda sua extensão, onde estavam os brigadeiros. Grande variedade, apenas alguns de cada tipo em exposição. Era hora do almoço já e eu estava procurando algum cardápio de lanches. Enquanto fazíamos a reunião, observei de relance alguns movimentos. O pessoal que estava na outra mesa foi embora. Percebi que nas duas mesas seguintes havia apenas duas pessoas. Depois entrou um grupo de moças e se instalaram naquela mesa vazia, onde antes estavam pessoas com a dona do local. Depois de um tempo entregaram para as moças uns pratos bonitos, muito bem servidos. Mais tarde perguntei de algum cardápio de lanches ou comidas. Até então, só verbal.

A lousa tinha preços dos petiscos e bebidas. Os brigadeiros tinham todos o mesmo preço: R$ 4,50. Os lanches que vi passando não estavam na lousa e não havia cardápio impresso. A coisa foi verbal: Tinha croque-monsieur e salpicão de frango. Pedi o salpicão. Junto veio uma tigela de saladinha bem servida. E o lanche, grande demais para mim. Comi metade e levei metade para casa. Excelente! Para beber, há sucos prontos, alguns de umas marcas diferentes, sucos especiais, orgânicos, coisas assim. Eu pedi um chá gelado que lá é feito na hora: escolhi um sabor diferente da Twinings (acho que foi limão twist ou com gengibre) e a moça preparou na hora. Depois pedi um cafezinho e minha amiga pediu um brigadeiro de um sabor diferente (sinceramente, não lembro qual era). O espresso veio acompanhado de um mini-brigadeiro de canela. Não resisti e acabei pedindo também um outro brigadeiro depois. Tequila. Preciso dizer aqui: M A R A V I L H O S O ! ! !
Finalizamos a reunião, fiquei com vontade de voltar lá logo, levar meus amigos, comprar brigadeiros de lá para dar pras pessoas.

No sábado era aniversário do meu sócio. No domingo, do meu cunhado. Não tive dúvidas: depois de ter trabalhado das 8h00 às 16h00 no sábado, saí de Osasco correndo de carro para ir até a Vila Madalena só para comprar as lembranças: quatro brigadeiros pra cada um. Numa caixinha bonitinha. Como disse ali em cima, no momento não estou podendo gastar, mas consegui encontrar um presente que seria uma boa experiência. Ok, quatro brigadeiros pra cada é sacanagem. É atiçar a vontade. Se eu pudesse, teria comprado mais.
Para meu sócio, comprei dois de tequila e dois de uísque. Para meu cunhado, foram dois “dark” e dois de pistache. Ainda não sei se gostaram. Espero que sim.
Quando fui lá comprar os presentinhos, dei de presente para mim um fim de tarde com café espresso e uma guloseima – que não citei ali em cima de propósito. Eles servem um pão de queijo assado na hora na máquina de waffle. Vou ser sincera aqui: é bom, mas achei a massa com um gostinho azedo (que já senti em outros pães de queijo) que eu não curto muito. Mas o ambiente no sábado à tarde estava bem agitado. Muita gente, tinha um grupo ocupando umas duas mesas no fundo, fazendo uma reunião de negócios – umas seis ou oito mulheres em volta das mesas cheias de bonecas de pano e muitos papéis, planilhas, discussões. Além delas, um movimento grande de gente buscando por um café, pão-de-queijo-waffle, umas bebidas diferentes – tinha um daqueles cafés com chantilly bonitos em taça de vidro rodando por lá. E brigadeiros. Consegui um lugar. Fiquei com peso na consciência por usar sozinha uma mesa para mais pessoas então convidei duas moças que entraram depois a dividir a mesa.

Escolhi os presentes, tomei meu café e comecei a montar esse blog. Na mesa perto da porta havia uma moça absorvida na leitura de um e-Book. Muita gente de pé no balcão, nas mesas altas e o atendente começando a se perder em meio a tantos pedidos. Ainda assim, no meio de toda essa aparente “muvuca”, o lugar estava tão aconchegante, tão acolhedor… Não sei se era o cansaço do dia puxado, mas se eu pudesse, teria ficado ali, escrevendo o blog no tablet, sentindo os aromas de chocolate, café e pão de queijo, tudo junto, fugindo do frio que estava lá fora. Tudo isso me deixou tão de bom humor que não me importei em falar para o rapaz atender primeiro outras duas pessoas antes de acertar minha conta. Mas pedi que fizesse os lacinhos nas caixinhas de presente.
Como comentei, este mês foi de aperto, então usei as caixinhas gratuitas deles. Se eu tivesse melhor de grana, teria comprado uma das diversas e lindas caixinhas e latinhas para colocar os brigadeiros. Ficaria bem mais presente. Numa próxima, quem sabe, né? Fica a dica pra quem quiser presentear com brigadeiros!
Quando fui lá pela última vez: 29/04/2017
Quanto custava o brigadeiro: R$ 4,50 (na foto abaixo tem mais preços)
Onde: Rua Cristóvão de Burgos, 74, Sumarezinho – São Paulo
Fone: (11) 2889-8068
http://brigadeirodavilla.com.br/
